CATARATA: VOCÊ SABE QUANDO SE DEVE OPERAR A CONDIÇÃO? 

Close de um olho azul de uma mulher idosa olhando à distância.

A catarata é uma doença oftalmológica caracterizada pela opacificação do cristalino, a lente natural dos olhos. Esse embaçamento causa sintomas, dentre eles, redução gradual da acuidade visual, sensibilidade à luz, ofuscamento das luzes, perda da estereopsia (visão de profundidade) e em casos mais graves, até cegueira. A única forma de tratamento para a condição é a cirurgia, uma das intervenções mais realizadas no mundo, com altos índices de sucesso. 

Não há dúvidas de que com o avanço da tecnologia médica, essa intervenção tornou-se mais segura, eficaz e acessível, permitindo que pacientes de todas as idades recuperem a nitidez visual perdida devido à opacificação do cristalino. Apesar disso, uma questão frequente nos consultórios é sobre qual o momento ideal para operá-la?

Diagnóstico e progressão da catarata 

A catarata costuma acometer pessoas acima de 60 anos, mas também pode ocorrer em jovens devido a fatores como trauma ocular, doenças metabólicas, uso prolongado de medicamentos ou predisposição genética. No início, os sintomas podem ser leves, o que por vezes leva alguns pacientes a se adaptarem ao uso de óculos ou lentes corretivas retardando o tratamento cirúrgico.

A progressão da catarata varia de pessoa para pessoa. Em alguns casos, ela evolui lentamente, permitindo que o paciente conviva com os sintomas por anos. Já em outros, a perda de visão pode ocorrer de forma mais acelerada, impactando significativamente a qualidade de vida. 

Olho feminino com catarata avançada.

Por conta disso, é fundamental que o diagnóstico e o acompanhamento sejam realizados por um oftalmologista, que avaliará a gravidade da opacidade do cristalino e seus efeitos sobre a visão do paciente.

Critérios para a realização da cirurgia 

Antigamente, a decisão pela cirurgia  era baseada no conceito de “amadurecimento” da catarata, ou seja, o procedimento cirúrgico só era indicado quando a visão do paciente já estava gravemente comprometida. No entanto, essa abordagem foi superada pela evolução das técnicas cirúrgicas e pela percepção de que a perda de visão afeta não apenas a funcionalidade, mas também a segurança e o bem-estar do paciente.

A visão atual é diferente! A cirurgia de catarata é indicada principalmente quando há:

  • Impacto na qualidade de vida do paciente : se a catarata começa a limitar as atividades diárias, como ler, dirigir, caminhar, ou identificar rostos, é hora de considerar a cirurgia;
  • Comprometimento da segurança : a cirurgia é a melhor opção em casos de visão embaçada que aumentam o risco de quedas, acidentes ou dificuldades para realizar tarefas cotidianas com segurança;
Senhora idosa, com cabelos curtos e brancos realiza exame ocular para diagnóstico de catarata.
  • Não responsividade a outros tratamentos : se o uso de óculos ou lentes corretivas não melhorar mais a qualidade da visão;
  • Condições médicas associadas : em alguns casos, a presença de catarata pode dificultar o diagnóstico ou o tratamento de outras doenças oculares, como glaucoma ou retinopatia diabética, por exemplo. Nestes casos, a cirurgia pode ser recomendada precocemente.

A importância de ter uma decisão personalizada 

Embora os critérios acima sejam amplamente aceitos, é importante que a decisão de operar seja personalizada, levando em consideração as necessidades específicas, preferências e condições de saúde do paciente. Por exemplo, em pacientes idosos ou com comorbidades graves, o risco de cirurgia pode ser um fator a ser avaliado com cuidado. Por outro lado, para os mais jovens ou para aqueles em que a perda de visão afeta a vida profissional, o procedimento cirúrgico pode ser recomendado de maneira precoce.

Como é realizada a cirurgia de catarata? 

A cirurgia de catarata é realizada, na maioria dos casos, de forma ambulatorial e com anestesia local. O procedimento mais comum é a facoemulsificação, no qual o cristalino opaco é fragmentado e removido, sendo imediatamente substituído por uma lente intraocular (LIO). 

Cirurgia de catarata numa clínica moderna. Na imagem vê-se as mãos da médica manuseando instrumentos no olho de paciente.

A escolha da lente intraocular é um aspecto fundamental nesse processo, pois determinará a qualidade da visão pós-operatória. Atualmente, por meio dos avanços tecnológicos, há uma variedade de lentes disponíveis, cada uma com características específicas para atender às necessidades individuais dos pacientes.

A recuperação geralmente é rápida e eficaz, com desconforto mínimo e melhora significativa da visão em poucos dias. 

Dicas para uma recuperação rápida e eficaz

Seguir algumas diretrizes simples pode ajudar a acelerar sua recuperação e maximizar os resultados da cirurgia. Certamente seu oftalmologista fornecerá instruções específicas, mas algumas dicas gerais são:

  • Use os colírios prescritos conforme orientação: geralmente incluem antibióticos e anti-inflamatórios para prevenir infecções e reduzir a inflamação;
  • Evite esfregar ou pressionar o olho operado: isso pode comprometer a cicatrização e causar desconforto;
  • Use protetor ocular ao dormir: recomendado na primeira semana de pós-operatório, isso evita que você toque acidentalmente o olho durante o sono;
  • Evite atividades que possam expor o olho à água ou sujeira: não nade ou use banheiras de hidromassagem nas primeiras semanas;
  • Limite atividades físicas intensas: evite levantar pesos ou fazer exercícios vigorosos por pelo menos um mês;
  • Proteja seus olhos da luz solar intensa: use óculos escuros quando estiver ao ar livre;
  • Compareça a todas as consultas de acompanhamento: isso permite que seu médico monitore sua recuperação e faça ajustes se necessário.

Por fim, é importante destacar que a decisão de operar a catarata não deve ser adiada desnecessariamente, especialmente se os sintomas estiverem prejudicando a qualidade de vida ou representando um risco para a segurança do paciente. Ao mesmo tempo, não é necessário apressar a cirurgia em casos de condições leves e assintomáticas. 

Casal de idosos, abraçados e felizes, sorriem enquanto aproveitam o dia em um parque com muitas árvores verdes.

O mais importante é realizar consultas regulares com o oftalmologista, para verificar o andamento da condição e receber orientação sobre o momento ideal para a realização da cirurgia. Certamente, essa é a maneira mais efetiva para avaliar a necessidade da intervenção cirúrgica como forma de tratamento. Afinal, a visão é um dos sentidos mais preciosos, e cuidar dela é essencial para garantir uma vida ativa e plena.

Vamos cuidar disso juntos?    

Com anos de experiência, meu foco é ajudar os pacientes a VEREM o mundo da melhor maneira possível por meio de tratamentos modernos e de acordo com cada particularidade. Vamos agendar uma consulta e entender como podemos cuidar da sua saúde?

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