Olho castanho de um idoso, apresentando catarata.

MEDICAMENTOS QUE ACELERAM A CATARATA

UMA VISÃO DETALHADA 

A catarata, caracterizada pela opacificação do cristalino – a lente natural do olho, é uma condição predominantemente associada ao processo natural do envelhecimento. No entanto, fatores externos, incluindo o uso prolongado de certos medicamentos, podem precipitar ou acelerar significativamente o seu desenvolvimento. Compreender essa relação é fundamental para a prevenção e o manejo seguro de tratamentos crônicos.

O mecanismo pelo qual esses fármacos atuam varia, mas geralmente envolve alterações no metabolismo das células do cristalino, promoção de estresse oxidativo ou deposição de substâncias que perturbam a transparência da lente. É essencial ressaltar que o risco não é uma certeza para todos os usuários, sendo influenciado por dose, tempo de uso, predisposição individual e a coexistência de outras condições, como diabetes, por exemplo.

Principais grupos de medicamentos associados à aceleração da catarata

Diversos medicamentos podem induzir o desenvolvimento de catarata, sendo os mais bem estabelecidos os corticosteroides sistêmicos e oftálmicos, como prednisolona, triamcinolona e difluprednato. O risco é dependente da dose e da duração do uso, com maior incidência em tratamentos prolongados. A American Academy of Ophthalmology destaca que o uso crônico de corticosteróides, especialmente por via oral ou tópica ocular, está associado ao aumento do risco de catarata subcapsular posterior.

Essa é a classe mais conhecida e documentada na indução de catarata. O uso sistêmico (oral ou injetável) ou tópico (colírios) de corticoides, principalmente em altas doses e por períodos superiores a um ano, está fortemente ligado ao desenvolvimento da catarata subcapsular posterior. Esta forma da condição é particularmente problemática porque, mesmo sendo pequena, pode causar grandes distorções visuais e sensibilidade à luz (fotofobia).

O mecanismo proposto envolve a ligação dos corticoides a proteínas do cristalino, alterando sua estrutura e levando à agregação proteica. Pacientes em tratamento para doenças autoimunes, asma grave ou que passaram por transplantes devem ser monitorizados regularmente por um oftalmologista.

Palma de mão masculina segurando  3 medicações sobre um fundo branco no qual se encontram várias cartelas e recipientes de medicamentos.

Além dos corticosteroides, outros medicamentos associados ao desenvolvimento de catarata incluem fenotiazinas (antipsicóticos), antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina), insulina e hipoglicemiantes orais, principalmente em pacientes diabéticos, além de alguns antineoplásicos e imunomoduladores.O uso de fenotiazinas está relacionado a opacidades subcapsulares anteriores, enquanto a insulina e os hipoglicemiantes orais apresentam associação com catarata cortical e subcapsular posterior, embora parte desse risco possa ser atribuída à própria doença de base.

Outros agentes menos comuns, mas com necessária farmacovigilância, incluem nitisinona, ranibizumabe, topotecano, ivacaftor e certos antiarrítmicos de classe III. O uso prolongado de mióticos e alguns antimaláricos (como mepacrina e cloroquina) também foi associado ao risco aumentado de catarata.

Portanto, os principais medicamentos que podem induzir catarata são corticosteroides sistêmicos e oftálmicos, fenotiazinas, antidepressivos tricíclicos, insulina, hipoglicemiantes orais, antineoplásicos, imunomoduladores, mióticos e alguns antimaláricos. O monitoramento oftalmológico é recomendado em pacientes sob uso prolongado dessas classes.

Recomendações para quem faz uso desses medicamentos

A descoberta de catarata em pessoa que faz uso de algum desses medicamentos não deve levar à interrupção abrupta do tratamento. A decisão de alterar uma terapia vital deve ser tomada em conjunto pelo médico prescritor e pelo oftalmologista, pesando os riscos e benefícios para a saúde global do paciente.

A principal ação é a vigilância. Pacientes que necessitam de tratamentos crônicos com esses fármacos, especialmente corticosteroides, devem:

  • Informar o oftalmologista sobre todos os medicamentos em uso;
  • Realizar exames oculares de rotina anuais ou semestrais, incluindo a dilatação da pupila, que permite uma visão completa do cristalino;
  • Discutir com seu médico a menor dose efetiva para controlar a doença de base.

Em resumo, enquanto a idade é o fator de risco incontornável para a catarata, a farmacoterapia representa um fator modificável e, portanto, gerenciável. O conhecimento e o monitoramento proativo são as ferramentas mais poderosas para preservar a visão, permitindo que os benefícios essenciais desses medicamentos sejam colhidos com o menor custo possível para a saúde ocular. 

Idoso realizando exames oftalmológicos.

Vamos cuidar disso juntos?      

Com anos de experiência, meu foco é ajudar os pacientes a VEREM o mundo da melhor maneira possível por meio de tratamentos modernos e de acordo com cada particularidade. Vamos agendar uma consulta e entender como podemos cuidar da sua saúde? 

Dra Terla Castro

Médica Oftalmologista 

CRM 22717

RQE 13628

Especialista em Córnea, Cirurgia do Ceratocone, Cirurgia Refrativa, Cirurgia de Catarata, Implante de Lentes intraoculares e Lentes de Contato. 

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