TRATAMENTO DO CERATOCONE
O Ceratocone é uma doença ocular progressiva que afeta a córnea, tornando-a mais fina e com formato cônico, o que leva à distorção visual e, em casos graves, pode comprometer severamente a qualidade de vida do paciente. Para o seu tratamento, duas técnicas cirúrgicas têm se destacado: o crosslinking corneano (CXL) e o implante de anel intraestromal (ICRS). Embora tenham objetivos distintos, elas são frequentemente combinadas para potencializar os resultados.
Este artigo esclarece pontos fundamentais do tratamento do Ceratocone por meio dessas duas técnicas cirúrgicas que têm ganhado destaque no cenário das cirurgias oftalmológicas. No artigo completo, você vai entender como a combinação dos dois procedimentos atua de forma complementar — um freando a progressão da doença, o outro remodelando a córnea para melhorar a visão — e como isso, quando bem indicado, pode transformar o prognóstico do paciente.
Objetivos e mecanismos de ação no tratamento do Ceratocone

O crosslinking tem como principal função estabilizar a doença, impedindo a sua progressão. O procedimento consiste na aplicação de riboflavina (vitamina B2) na córnea, seguida de exposição à luz ultravioleta (UVA). Essa combinação fortalece as fibras de colágeno do estroma, aumentando a rigidez do tecido e travando o avanço do afinamento e da deformação da córnea, sendo idealmente indicado nos estágios iniciais do ceratocone, especialmente em pacientes jovens.
Por outro lado, o implante de anel intraestromal, conhecido como Anel de Ferrara, tem como foco a reabilitação visual. São pequenos segmentos semicirculares de PMMA (um material acrílico) inseridos na periferia da córnea. Ao serem colocados, os anéis aplanam o centro da córnea, reduzindo o astigmatismo irregular e melhorando o formato da superfície ocular. Este procedimento é indicado para casos moderados de ceratocone, quando os óculos ou lentes de contato já não proporcionam uma visão satisfatória, atuando como uma ponte para adiar ou evitar um transplante de córnea.
Diferentes técnicas com diferentes estratégias!
Enquanto o anel intraestromal atua na reabilitação visual, melhorando a acuidade, o crosslinking atua na estabilização da doença, prevenindo que o quadro do ceratocone volte a piorar.
A técnica para o implante de anel intraestromal também evoluiu significativamente. O uso do laser de femtosegundo para criar os túneis onde os anéis são inseridos tornou o procedimento mais preciso, seguro e previsível, com uma recuperação pós-operatória mais rápida.
Considerações clínicas e resultados
A escolha do tratamento deve ser individualizada, levando em conta a espessura corneana, a localização e o estágio do ceratocone. De forma geral, ambas as técnicas são seguras, mas a terapia em si é mais focada em frear a evolução da doença, enquanto o uso do anel surge como uma ferramenta poderosa para remodelar a córnea e melhorar a visão do paciente.
Em outras palavras, embora os anéis intraestromais possam estabilizar a córnea em certa medida, o tratamento garante a interrupção da ectasia, oferecendo um resultado mais duradouro e completo para o paciente com ceratocone progressivo.

Vamos cuidar disso juntos?
Com anos de experiência, meu foco é ajudar os pacientes a VEREM o mundo da melhor maneira possível por meio de tratamentos modernos e de acordo com cada particularidade. Vamos agendar uma consulta e entender como podemos cuidar da sua saúde?
Dra Terla Castro
Médica Oftalmologista
CRM 22717
RQE 13628
Especialista em Córnea, Cirurgia do Ceratocone, Cirurgia Refrativa, Cirurgia de Catarata, Implante de Lentes intraoculares e Lentes de Contato.
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