SAÚDE OCULAR – ENTENDA 4 DAS PRINCIPAIS DOENÇAS OCULARES

Saúde ocular: médico segurando um protótipo do globo ocular.

Sabe-se que nem sempre as pessoas realizam consultas oculares de rotina, especialmente as que não apresentam doenças refrativas como miopia, hipermetropia ou astigmatismo. No entanto, a falta de cuidado com a saúde ocular  pode gerar uma série de problemas para a acuidade visual, alguns bastante severos. 

Não incluir visitas regulares ao oftalmologista pode ser motivo, por exemplo, de atraso no início de tratamentos importantes para sanar inúmeras patologias. Isso porque, diversas doenças oculares não demonstram nenhum sintoma – às vezes por meses ou anos. E, quando algum sinal passa a ser percebido pelo paciente, é porque o problema já está em uma fase bem adiantada e, por vezes, difícil de ser revertido.

Então, é de extrema importância conscientizar a população sobre o cuidado necessário com a saúde ocular, de maneira preventiva, incentivando a busca por consultas oftalmológicas regulares. Somente durante essas visitas é que podemos identificar, precocemente, quaisquer problemas que possam surgir.

4 doenças silenciosas que prejudicam a saúde ocular

Catarata 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Catarata é a principal causa de cegueira reversível no mundo; o percentual estimado é de 47,8% dos casos. Ainda que esta doença possa afetar pessoas de qualquer idade, ela atinge, principalmente, as que estão acima dos 50 anos. 

Esta patologia que altera o cristalino – a lente natural do olho, situada atrás da íris –  tornando-o opaco, dificultando a passagem de luz e/ou causando alteração da sensibilidade ao contraste, ou seja, baixa qualidade visual. Sua origem é multifatorial; pode ser congênita ou adquirida, independente de causar ou não prejuízos à visão. Inicialmente, não apresenta sintomas e nem sempre pode ser percebida a olho nu. Por conta disso, é conhecida como uma das doenças oculares silenciosas.

Saúde ocular : visão normal e visão de uma pessoa com catarata.

Os sintomas, quando começam a aparecer, podem incluir: visão embaçada, cores desbotadas, halos ao redor das luzes, dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz, aumento da sensibilidade à luz e dificuldade para dirigir.

Como não se pode evitar a predisposição genética e nem mesmo o envelhecimento do cristalino, para diminuir as chances do problema, é importante usar óculos de sol com proteção UV, evitar o tabagismo, manter uma alimentação saudável e fazer consultas regulares ao oftalmologista para garantir sua saúde ocular.

A boa notícia é que atualmente o tratamento é muito preciso e com excelentes resultados, através da remoção cirúrgica por ultrassom e do implante de lente intraocular capaz de corrigir os erros refrativos (graus do olho), inclusive a presbiopia (vista cansada).

Degeneração Macular Relacionada à Idade 

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) também é uma das doenças oculares silenciosas. Entretanto, diferente da catarata, ela é irreversível quando instalada. É a causa mais comum de perda de visão central – o que ocorre de maneira progressiva ao longo de anos. Por ser indolor, a demora em buscar atendimento oftalmológico agrava o caso, tornando-a de difícil tratamento, especialmente em pacientes idosos. 

Neste caso, a área afetada é a mácula, a parte nobre da retina, responsável pela visão central e pelos detalhes, utilizada por exemplo no momento em que se olha os detalhes do rosto de alguém ou a leitura de um texto. 

saúde ocular: visão normal e visão com pessoa portadora de DMRI

A DMRI é uma doença ocular silenciosa, em seu estágio inicial. Porém, quando os sintomas se manifestam, costumam incluir: visão distorcida, linhas retas ficam tortuosas ou falhadas, percepção de uma mancha escura no campo de visão central, dificuldade para perceber detalhes.

Para preveni-la, é importante evitar a exposição aos raios UV solares, tabagismo, manter uma alimentação rica em nutrientes como vitaminas C e E, zinco e luteína, e fazer consultas regulares ao oftalmologista.

Ceratocone 

O Ceratocone é uma doença progressiva que afeta a córnea, a parte frontal do olho, deformando-a, o que leva à perda da acuidade visual. Ocorre um encurvamento e afinamentos progressivos da córnea que levam a aberrações visuais. Embora ainda não exista uma causa exata para sua origem, sabe-se que a faixa etária mais atingida é a que se encontra entre os 10 e 25 anos de idade. 

Entre os fatores que podem levar ao seu desenvolvimento estão história familiar de ceratocone, doença atópica, fricção vigorosa dos olhos, certas doenças do tecido conjuntivo ou congênitas, por exemplo.

Há algumas medidas que podem ajudar a prevenir ou retardar sua progressão. Isso inclui evitar coçar os olhos, tratar a alergia ocular com medicamentos específicos prescritos pelo especialista e fazer exames regulares com um oftalmologista para detectar a doença precocemente. 

Os sintomas podem incluir visão embaçada e distorcida, sensibilidade à luz, halos ao redor das luzes, coceira nos olhos e dificuldade de visão noturna. O paciente pode manifestar instabilidade do grau, dificuldade em obter boa visão com óculos, diferença de graus entre os olhos e presença de astigmatismo. 

saúde ocular: visão normal e visão de pessoa com ceratocone

A doença tem tratamento. A reabilitação visual pode ser possível por meio do uso de óculos ou de lentes de contato especiais, ou ainda, através de cirurgias como o implante de anel intraestromal ou transplante de córnea. O controle da progressão é feito através do Crosslinking do colágeno corneano e do tratamento da alergia ocular. 

Glaucoma 

De acordo com estudos publicados no Manual MSD, o Glaucoma é a 2ª causa de cegueira mais comum no mundo todo e a 2ª mais comum nos Estados Unidos. A pesquisa aponta que 64 milhões de pessoas em todo o mundo têm glaucoma, porém, por ser uma doença ocular silenciosa, assintomática, apenas metade desse número tem conhecimento disso. 

A doença caracteriza-se como uma lesão progressiva do nervo óptico. De acordo com a Sociedade Brasileira de Glaucoma, ela ocorre como consequência da elevação da pressão intraocular, mas pode também se manifestar sem o aumento da pressão, chamado de Glaucoma de Pressão Normal. Sua incidência é mais comum entre as pessoas acima dos 40 anos. Entre seus principais fatores de risco está o histórico familiar. No entanto, embora não haja cura para a mesma, é possível controlá-la. O que comprova mais uma vez a importância dos check-up oftalmológicos.

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