Sem dúvidas, a cirurgia oftalmológica evoluiu significativamente nas últimas décadas, oferecendo soluções eficazes para uma ampla variedade de problemas oculares. Desde procedimentos a laser que corrigem erros de refração até cirurgias complexas, as opções cirúrgicas podem restaurar a visão, aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A seguir, apresentamos os principais problemas oculares que podem ser tratados cirurgicamente, organizados por categorias.
Opções cirúrgicas para alguns problemas oculares
1. Cirurgias Refrativas
Os erros de refração — miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia — são as condições mais comuns tratadas com cirurgia ocular. Os procedimentos refrativos são opções cirúrgicas que remodelam a córnea ou implantam lentes para corrigir o foco da luz na retina.
Principais opções cirúrgicas:
- LASIK (Laser in situ Keratomileusis), atualmente substituído pelo Femto-LASIK pela maior previsibilidade e segurança: cria-se um fino flap na córnea com laser de Femto-segundo, aplica-se o laser excimer para remodelar o tecido e o flap é recolocado. É indicado para miopia, hipermetropia e astigmatismo.
- PRK (Ceratectomia fotorrefrativa): remove a camada epitelial superficial da córnea antes da aplicação do laser. É uma alternativa para pacientes com córneas finas.
- SMILE (Small Incision Lenticule Extraction): técnica mais recente que remove um pequeno disco de tecido corneano através de uma microincisão, sem criar flap.
- Lentes fácicas (LIOs): implantes de lentes dentro do olho para casos de miopia moderada a grave.
Perfil do candidato ideal: pacientes com mais de 21 anos, graduação estável por pelo menos um ano, córneas saudáveis e sem doenças oculares ativas.
2. Ceratectomia Fototerapêutica (PTK)

Essa é uma das opções cirúrgicas que consiste no tratamento de lesões da córnea anterior por meio da ablação superficial utilizando um laser excimer (193 nm). Algumas das condições comumente tratadas incluem erosões corneanas recorrentes (ECR), distrofias corneanas e cicatrizes corneanas.
A PTK é uma alternativa menos invasiva para evitar ou adiar a necessidade de ceratoplastias lamelares ou penetrantes. A recuperação mais rápida e a possibilidade de repetição do procedimento são algumas das outras vantagens. A atenção à avaliação pré-operatória e a medição precisa da profundidade da lesão, da espessura e da topografia da córnea podem levar a melhores resultados.
3. Transplantes de Córneas
Quando a córnea se torna opaca ou deformada devido a doenças como ceratocone, distrofias ou cicatrizes pós-traumáticas ou infecciosas, o transplante de córnea pode ser necessário para permitir a volta da qualidade de vida para muitos pacientes.
Entre as opções cirúrgicas podemos citar: o Transplante Total (ceratoplastia penetrante – PK) em que toda a espessura dos 7 a 8 mm centrais córnea é substituída ou o Lamelar no qual a substituição é apenas de camadas específicas da córnea (DALK – Ceratoplastia Anterior Lamelar Profunda e DMEK – Ceratoplastia da Membrana de Descemet e Endotelial).
4. Implante de Anel Intraestromal
O implante de anel intraestromal é outra das opções cirúrgicas inovadoras. Este é um tipo de procedimento cirúrgico formado por um pequeno segmento de material sintético biocompatível com formato semicircular e espessura variável. É inserido dentro da espessura corneana, entre as camadas do estroma, sem retirar nenhum tecido.
Costuma ser indicado quando o paciente já não consegue mais enxergar bem, mas ainda não necessita de um transplante de córnea. Tem como objetivo regularizar a curvatura corneana e melhorar a acuidade visual.
5. Crosslinking Corneano
O crosslinking corneano (CXL) é o principal tratamento para estabilizar o ceratocone progressivo. Ele é uma cirurgia minimamente invasiva, mas um procedimento que fortalece a córnea para evitar sua deformação. A técnica costuma ser indicada especialmente para pacientes jovens ou em estágio inicial da condição, cuja espessura corneana mínima central é de 400 micras.
Durante o procedimento aplica-se riboflavina (vitamina B2) na córnea e, logo após, a luz ultravioleta (UVA) que é usada para criar novas ligações de colágeno, aumentando a rigidez corneana. A vantagem deste procedimento é a estabilização da doença em 90% dos casos.
6. Topoplastia
A topoplastia é uma técnica cirúrgica refinada, indicada em diversas situações clínicas, especialmente em casos com elevado grau de astigmatismo e em situações de irregularidade da estrutura corneana . Seu objetivo principal é remodelar a superfície da córnea para torná-la mais regular e esférica, reduzindo ou eliminando a alta toricidade que compromete a qualidade da visão .
Essa abordagem é particularmente valiosa para pacientes que já foram submetidos a um transplante de córnea (ceratoplastia penetrante) e desenvolveram astigmatismo elevado e irregular como complicação, ou para aqueles com recidiva de doenças ectásicas, como o ceratocone, no enxerto .
Ao preservar o tecido doado e evitar um novo transplante, a topoplastia minimiza o risco de exposição a novos antígenos e potencial rejeição, ao mesmo tempo que busca um resultado visual mais estável e previsível.
7. Exérese de Pterígio
A exérese de pterígio é a remoção cirúrgica da “carne crescida” nos olhos; este é um tumor benígno da conjuntiva límbica que cresce sobre a superfície da córnea em direção à pupila. Pode variar desde uma lesão pequena a lesões grandes, agressivas ou fibrovasculares que podem distorcer a topografia corneana e, em casos avançados, podem ocluir o centro ótico corneano.
Trata-se de uma doença que afeta, geralmente, as pessoas que passam muito tempo ao ar livre, expostas ao vento e ao sol, devido aos danos causados pelos raios UV, podendo afetar um ou ambos os olhos (pterígio bilateral). O procedimento é realizado quando a condição causa dor, inflamação crônica, incômodo estético ou ameaça a visão (como induzir astigmatismo ao alterar a curvatura da córnea).

8. Exérese de Carcinomas Conjuntivais
A exérese de carcinomas conjuntivais consiste na remoção cirúrgica completa do tumor, sendo o tratamento de escolha para a maioria dos casos . O procedimento é geralmente realizado com margens de segurança, removendo o tumor juntamente com uma borda de tecido saudável ao redor, de pelo menos 2 mm, para garantir a excisão completa. Em muitos casos, a cirurgia é complementada por terapias adjuvantes com o objetivo de destruir potenciais células tumorais residuais nas margens e, assim, reduzir o risco de recorrência da doença .
A técnica cirúrgica, frequentemente descrita como “no-touch” para minimizar a dispersão de células tumorais, é meticulosa para equilibrar a remoção completa do tumor com a preservação da superfície ocular e a função visual . O sucesso do tratamento depende do diagnóstico correto por biópsia e de um acompanhamento rigoroso, uma vez que a recorrência pode ocorrer em uma porcentagem significativa dos casos, sendo a média de tempo para a recidiva de 8 a 22 meses .
A escolha entre a excisão cirúrgica e outras opções, como quimioterapia tópica isolada, depende de fatores como o tamanho, a localização e a extensão do tumor. A excisão é recomendada para lesões bem delimitadas ou de menor porte, uma vez que a remoção de lesões maiores podem potencialmente causar danos extensos à superfície ocular como insuficiência limbar. Em casos de lesões grandes, é preferível a quimioterapia como forma de reduzir a lesão no pré-operatório ou eliminar.
Por fim, importante lembrar que a decisão por qualquer procedimento cirúrgico deve ser precedida de uma avaliação completa realizada pelo seu oftalmologista de confiança, que considerará o quadro clínico individual, os riscos e os benefícios de cada opção!
Vamos cuidar disso juntos?
Com anos de experiência, meu foco é ajudar os pacientes a VEREM o mundo da melhor maneira possível por meio de tratamentos modernos e de acordo com cada particularidade. Vamos agendar uma consulta e entender como podemos cuidar da sua saúde?
Dra Terla Castro
Médica Oftalmologista
CRM 22717
RQE 13628
Especialista em Córnea, Cirurgia do Ceratocone, Cirurgia Refrativa, Cirurgia de Catarata, Implante de Lentes intraoculares e Lentes de Contato.
UNIDADE ZONA NORTE
AV. CARLOS GOMES, 700 CJ. 301 – PORTO ALEGRE
WHATSAPP CLÍNICA OCULAR: (51) 99548 5666
TELEFONE FIXO CLÍNICA OCULAR: (51) 32731134
UNIDADE ZONA SUL
AV. DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 200 SALA 1007
ED. CRISTAL TOWER BARRA SHOPPING SUL
WHATSAPP CLÍNICA OCULAR: (51) 99861 2140
TELEFONE FIXO CLÍNICA OCULAR: (51) 2312.22.38