Close de um olho castanho.

TRANSPLANTE DE CÓRNEA PARA CERATOCONE

QUANDO É NECESSÁRIO E COMO FUNCIONA?

O ceratocone é uma doença ocular degenerativa que afeta a córnea, a estrutura transparente na frente do olho. Nessa condição, a córnea, que normalmente tem formato esférico, vai se afinando e assumindo um formato cônico (semelhante a um cone). Isso faz com que a luz entre de forma distorcida, gerando astigmatismo irregular e perda progressiva da visão.

Na maioria dos casos, o ceratocone pode ser controlado com métodos não cirúrgicos nas fases iniciais, como óculos, lentes de contato especiais (rígidas gás-permeáveis ou esclerais) e, principalmente, com o crosslinking de colágeno – um procedimento que endurece a córnea e impede a progressão da doença.

No entanto, em cerca de 10% a 20% dos casos, quando a doença atinge um estágio avançado, o transplante de córnea (tecnicamente chamado de ceratoplastia) torna-se a única alternativa para recuperar a visão. Isso ocorre quando:

  • A córnea está muito fina, com cicatrizes ou opacidades.
  • O paciente não consegue mais usar lentes de contato devido ao desconforto ou à falta de adaptação.
  • A acuidade visual cai a níveis que comprometem severamente a qualidade de vida, mesmo com a melhor correção óptica.
  • O implante de anel intraestromal de torna inviável e contraindicado.

Tipos de transplante de córnea

Existem duas técnicas principais para tratar o ceratocone:

  • Ceratoplastia penetrante (CP): é o transplante tradicional, no qual toda a espessura da córnea do paciente é removida e substituída por uma outra doadora. Embora eficaz, esse método exige mais tempo de recuperação (até 12 meses) e apresenta maior risco de rejeição e astigmatismo pós-operatório elevado.
  • Ceratoplastia lamelar anterior profunda (DALK): atualmente, é a técnica de escolha para o ceratocone. Nela, o cirurgião remove apenas as camadas doentes da parte anterior da córnea (epitélio e estroma), deixando a camada mais interna, chamada endotélio, intacta. Isso reduz drasticamente o risco de rejeição, pois o endotélio do paciente permanece. Além disso, a recuperação visual é mais estável e o astigmatismo pós-cirúrgico é menor.

O procedimento e a recuperação 

O transplante de córnea é realizado com anestesia local ou geral, dura cerca de 1 hora, e é geralmente ambulatorial. Após a cirurgia, o paciente usa colírios antibióticos e corticosteroides por muitos meses para evitar infecções e rejeição.

A recuperação da visão é gradual. Nas primeiras semanas, a visão costuma estar embaçada. A melhora significativa ocorre entre 3 e 6 meses, mas a estabilização completa pode levar um ano ou mais. Muitos pacientes ainda precisarão usar óculos ou lentes de contato após o transplante para obter a melhor visão possível.

Riscos e prognóstico 

Embora a cirurgia seja segura, existem riscos, incluindo rejeição do tecido doado (sinais: vermelhidão, dor súbita, sensibilidade à luz), infecção, glaucoma ou astigmatismo irregular. Com os medicamentos corretos e acompanhamento regular, a rejeição pode ser controlada na maioria dos casos.

O sucesso é alto: mais de 90% dos transplantes para ceratocone são bem-sucedidos a longo prazo, proporcionando uma melhora significativa na visão e na qualidade de vida. No entanto, o transplante não “cura” a doença – ele substitui a córnea doente. Por isso, é fundamental que o outro olho seja monitorado e tratado precocemente com crosslinking para evitar que também chegue ao estágio de transplante.

Transplante de córnea com a técnica DALK realizado pela Dra Terla em paciente com estágio avançado de ceratocone.

O transplante de córnea é um recurso seguro e eficaz para casos avançados de ceratocone. Com técnicas modernas como a DALK, os riscos diminuíram, e os resultados visuais são excelentes. Porém, o acompanhamento oftalmológico rigoroso antes e depois da cirurgia é a chave para o sucesso do tratamento. 

Vamos cuidar disso juntos?      

Com anos de experiência, meu foco é ajudar os pacientes a VEREM o mundo da melhor maneira possível por meio de tratamentos modernos e de acordo com cada particularidade. Vamos agendar uma consulta e entender como podemos cuidar da sua saúde? 

Dra Terla Castro

Médica Oftalmologista 

CRM 22717

RQE 13628

Especialista em Córnea, Cirurgia do Ceratocone, Cirurgia Refrativa, Cirurgia de Catarata, Implante de Lentes intraoculares e Lentes de Contato. 

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